Plataforma de Projetos e Livro Azul da Infraestrutura foram destaques da Abdib Experience 2021

Plataforma de Projetos e Livro Azul da Infraestrutura foram destaques da Abdib Experience 2021

14 de dezembro de 2021

da Agência iNFRA

primeiro dia de atividades do Abdib Experience 2021, realizado na última semana, ficou marcado pelo lançamento de duas importantes iniciativas: a Plataforma de Projetos e o Livro Azul da Infraestrutura Edição 2021. Ambos podem ser acessados nos respectivos links.

A plataforma digital é uma base de dados online, constantemente atualizada com as oportunidades de investimentos em projetos dos governos federal, estaduais, do Distrito Federal e municipais, em diversos setores da infraestrutura. De acordo com Venilton Tadini, presidente-executivo da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), o objetivo é prover a sociedade de uma fonte confiável de informações, para melhor servir ao mercado e atrair competidores para o setor.

A base de dados já conta com oportunidades mapeadas nos setores de energia, hidrovias, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, saneamento, entre muitas outras, nas modalidades de concessão ou PPPs (parcerias público-privadas). E também oferece, com base na pesquisa realizada, projeções esperadas para os próximos anos em vários setores. Neste link é possível ver uma demonstração de busca realizada na plataforma.

O Livro Azul da Infraestrutura, por sua vez, é definido por Tadini como “uma fotografia do cenário de projetos no país hoje”, e também é fruto da base de dados. Em suma, é a apresentação quantitativa e a análise qualitativa, ou o “estado da arte”, dos investimentos em infraestrutura nos três níveis federativos.

Diagnóstico
Tadini aproveitou a oportunidade para apresentar algumas perspectivas ancoradas nos dados levantados pela Abdib. Em termos gerais, os números mostram que o capital privado tem aumentado a sua participação em investimentos em infraestrutura. Por exemplo, em 2010, o Estado representava 56% do montante total dedicado. Já em 2020, o poder público responde por 21,1%, enquanto o particular soma 78,9%.

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Contudo, o número também releva uma perspectiva nada animadora. Considerados os valores em preços do ano passado, o país investiu R$ 152 bilhões em 2010, chegando ao ápice de R$ 188 bilhões em 2014, somados os capitais público e privado. Mas em 2020, esse montante está em R$ 124 bilhões – o menor em toda a série compilada pela Abdib. Além disso, o montante de investimentos em infraestrutura está praticamente estacionado desde 2016, sempre na casa dos R$ 120 e R$ 130 bilhões anuais.

Dos R$ 124 bilhões realizados em 2020, o setor mais contemplado foi energia elétrica, com 45,4% do bolo. Em seguida vem telecomunicações, com 25,1%, transportes e logística, com 18,5%, e saneamento, com 11%. Esse último setor, contudo, revela um imenso potencial para influenciar a recuperação econômica do país.

Estudo do FMI (Fundo Monetário Internacional) compilado pela Abdib aponta que, em países emergentes, como o Brasil, para cada US$ 1 milhão investido em saneamento, são gerados, em média, 35 empregos. Em estradas, por exemplo, a mesma injeção de recursos é capaz de gerar, em média, seis postos de trabalho.

Segundo Tadini, o estudo conclui que, mesmo com amplos programas de PPPs e concessões, as necessidades para a superação dos gargalos estruturais e históricos precisam também estar amparadas pelo aumento do investimento público. Especialmente em projetos em que não exista atratividade ou condições econômicas para que o privado atue.