iNFRADebate: Ferradura – fatos e projeções que você precisa conhecer

iNFRADebate: Ferradura – fatos e projeções que você precisa conhecer

31 de março de 2021

Gustavo Bambini* e Daniel Dias **

A MRS concorda com os dizeres do mestre (professor Nilson Holanda, citado em artigo desta Agência iNFRA), de que planejamento é algo que se faz hoje, pensando nas repercussões no futuro. Tanto que, de todas as operadoras ferroviárias, a MRS foi a primeira a utilizar modelagem matemática, simulações dinâmicas e inteligência artificial para planejar o futuro ferroviário na Baixada Santista. Em 2015, quando a MRS liderou o primeiro Plano Diretor Integrado para a Baixada Santista, boa parte das discussões e “temores” atuais nem sequer existiam. O know-how ferroviário da MRS, objeto de amplo reconhecimento por parte de lideranças nacionais e internacionais do setor, tem sido amplamente utilizado para a concepção do futuro do Porto de Santos.

Recentemente, o tema tem tomado dimensões, até então, inéditas e, surpreendentemente, algumas opiniões, sem qualquer fundamentação técnica, são proferidas por supostos especialistas. Além de hipóteses, cenários e análises rasas do ponto de vista técnico, essas opiniões, não raro, são proferidas sem sequer levar em consideração avanços já concretizados. Típico de quem, além de não ser do setor, não se mantém atualizado.

A sobra de capacidade ferroviária de 22% no acesso a Santos, citada no artigo mencionado anteriormente, refere-se à última Declaração de Redes protocolada junto à ANTT. Em 2021, para ficar apenas nas intervenções já executadas, ou que se encontram em curso na Ferradura, destacam-se a capacitação da via permanente para 130 toneladas/vagão, obras de expansão do pátio de Santos, a implantação de sinalização da Margem Esquerda e o início dos testes regulares com trens de 120 vagões.

A capacidade disponível, hoje, é ainda maior. As obras no interior do porto, de melhoria e expansão, são fundamentais para o crescimento esperado. As intervenções na malha da MRS e na descida da Serra, idem. Todas as alternativas para o sistema ferroviário são exaustivamente estudadas, utilizando-se as melhores práticas e métodos conhecidos, como a MRS sempre fez ao longo de sua história. Para os próximos anos, as intervenções serão executadas de acordo com o escopo e prazos pactuados e em perfeita sintonia com a necessidade dos mais variados stakeholders.

A empresa já investiu mais de R$1 bilhão somente no trecho da malha que dá acesso ao porto. O crescente volume de carga transportada via ferrovia para o Porto de Santos é uma evidência do sucesso desses investimentos. Através deles é que conseguimos multiplicar por 10 os volumes transportados pela ferrovia para o Porto de Santos, saindo de 5 milhões de toneladas, em 1997, para 48 milhões, em 2019.

Os números acima evidenciam que, mesmo sem obrigatoriedade em contrato, a MRS investiu, e muito, na capacidade do sistema. Agora, caso a renovação da concessão da empresa seja confirmada pelos órgãos de controle (ANTT e TCU) e pelo governo (Minfra), a MRS colocará em prática um portfólio robusto de investimentos que garantirão toda a capacidade necessária para o transporte de cargas, via ferrovia, para o cais santista para os próximos 35 anos.

Por essas razões, a MRS tem tranquilidade para reafirmar que a Ferradura nunca foi, não é e nunca será gargalo para o crescimento do transporte ferroviário na Baixada Santista. Já as melhorias necessárias na Fips (Ferrovia Interna do Porto de Santos) estão sendo articuladas pela SPA (Santos Port Authority). A MRS, inclusive, enviou as suas contribuições para este processo específico.

Leia também:  Sem concorrência, mesma empresa poderá adquirir os dois terminais da Alamoa, em Santos (SP), decide TCU

Informações detalhadas sobre o assunto também podem ser acessadas na live recente que publicamos no canal oficial da MRS no YouTube.

*Gustavo Bambini é diretor de Relações Institucionais da MRS Logística.
**Daniel Dias é diretor de Operações da MRS Logística.
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