Indicação para novo ministro de Minas e Energia partirá do Senado, dizem fontes

Indicação para novo ministro de Minas e Energia partirá do Senado, dizem fontes

10 de dezembro de 2019
Leila Coimbra, da Agência iNFRA

Nos últimos dias, os rumores sobre uma possível troca do comando da pasta de Minas e Energia se intensificaram. O jornal Folha de S. Paulo noticiou, na última sexta (6), que o deputado federal e ex-ministro Fernando Coelho Filho (DEM-PE) seria o mais cotado para assumir o posto no lugar do almirante Bento Albuquerque.

Fontes do governo federal e do Congresso Nacional disseram, no entanto, que – se houver uma troca na cúpula do MME – a indicação partirá do Senado, e não da Câmara. Por isso, o mais provável é que um senador assuma a cadeira de ministro, e não um deputado, informaram. Marcos Rogério (DEM-RO) é o favorito.

Também chegaram a concorrer à vaga os senadores do MDB Eduardo Braga (AM) e Fernando Bezerra Coelho (PE), este último pai de Fernando Coelho Filho. Mas, como o MDB não deverá compor a base governista, esses dois parlamentares estão praticamente fora da disputa – apesar de Bezerra ser o líder do governo no Senado e um outro emedebista, Eduardo Gomes (TO), ser o líder do governo no Congresso.

Troca em 2020
Integrantes do Palácio do Planalto disseram que uma possível troca ministerial só deve ocorrer em 2020. Pode ser em janeiro, mas o mais provável é que seja em fevereiro ou até em março, quando as atividades do Congresso reiniciarem. Além do MME, outras pastas podem ter mudanças.

O ministro Bento sofre grande pressão política para deixar o cargo desde agosto, conforme vem noticiando a Agência iNFRA. Não só ele, mas também outros ministros tiveram suas cadeiras cobiçadas por políticos. Mas o presidente Jair Bolsonaro sempre teve forte resistência a fazer mudanças na Esplanada dos Ministérios para compor politicamente com o Legislativo.

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Saída do PSL
Só que Bolsonaro terá que negociar com o Centrão (DEM, PP, PR, PRB, PTB) se quiser aprovar projetos de interesse do governo no próximo ano. Isso porque, com a recente saída da família Bolsonaro do PSL, e a criação do novo partido, o Aliança pelo Brasil, o governo diminuiu ainda mais a sua pequena base de apoio no Congresso.

Por isso os parlamentares apostam que, desta vez, Bolsonaro terá que ceder a indicações políticas. Mas estão prevendo certa resistência por parte do capitão, mesmo assim.