Estudo da concessão da BR-153 inclui novo trecho e testa modelo de pedágio mais alto após duplicação

Estudo da concessão da BR-153 inclui novo trecho e testa modelo de pedágio mais alto após duplicação

10 de junho de 2019
Dimmi Amora, da Agência iNFRA

A EPL (Empresa de Planejamento e Logística) concluiu os estudos de viabilidade para a concessão da BR-153 entre Anápolis (GO) e Aliança do Tocantins (TO) e vai sugerir ao governo que inclua dois trechos de rodovias federais na concessão, as BR-414 e BR-080, ambas em Goiás.

A concessão será a primeira com a proposta de pedágios em valores diferentes para trechos com duplicação e sem duplicação, como forma de incentivar as concessionárias a entregar os trechos duplicados.

De acordo com o trabalho, enviado ao governo para que seja colocado em audiência pública, além dos 624 km entre as duas cidades principais, seriam incluídos 87 km da BR-080 e 140 km da BR-414. A intenção da medida é ampliar a viabilidade da concessão, evitando fuga em parte dos 9 pontos de pedágio sugeridos.

Os investimentos estimados foram calculados em R$ 7,5 bilhões, além de outros R$ 3,6 bilhões em conservação ao longo dos 30 anos de concessão. A estimativa é que sejam feitos 601 km de duplicação ao longo da concessão, mas a previsão é elas sejam feitas em dois ciclos.

O primeiro grande ciclo de obras seria do 3º ao 9º ano, e o segundo, do 16º ao 22º, de acordo com as estimativas que serão apresentadas para sugestão nas consultas à população.

A concessão da BR-153 é uma segunda tentativa de passar o trecho à iniciativa privada. Em 2014, ela foi concedida na 3ª Etapa de concessões à Galvão Engenharia, que nem chegou a iniciar formalmente os investimentos e cobrança de pedágio.

Quase três anos depois, em 2017, foi declarada a caducidade da concessão, e no início do ano passado a EPL iniciou os estudos para uma nova concessão. O novo presidente da estatal, Arthur Lima, afirmou que as melhorias promovidas ao longo do período do estudo vão contribuir para a sustentabilidade do projeto.

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Para ele, o obrigação imposta na 3ª Etapa de duplicação de todo o trecho em cinco anos foi o motivo principal para que essa concessão ficasse inviabilizada. Por isso, a sugestão de fazer as duplicações em duas etapas.

“A diretriz que temos de governo é que o usuário tem que sentir a diferença de qualidade da rodovia para que possa pagar a mais pelo pedágio”, disse Lima sobre a inovação do aumento do pedágio após a conclusão de duplicações.

Relicitações da 1ª Etapa
Arthur Lima comentou ainda sobre os estudos feitos em parceria com o IFC, órgão do Banco Mundial, para as relicitações das rodovias concedidas na 1ª Etapa na região do Rio de Janeiro (Nova Dutra, Concer e CRT).

Segundo ele, a prioridade do IFC era a conclusão dos estudos da BR-153. Com a conclusão do projeto, que pode levar parte das inovações para a proposta da relicitação das outras rodovias, a empresa estará voltada para concluir os projetos dessas três concessões.

“Temos reuniões semanais sobre o tema e acho que vamos concluir os projetos em pouco tempo”, disse Lima sem indicar um calendário.