Equatorial, Energisa e Enel avaliam participar de privatização da CEB

Equatorial, Energisa e Enel avaliam participar de privatização da CEB

1 de outubro de 2020

 Nestor Rabello, da Agência iNFRA

Pelo menos três grupos que atuam no setor elétrico já avaliam participar do leilão de privatização da CEB (Companhia Energética de Brasília). Equatorial Energia, Energisa e Enel teriam interesse na distribuidora, segundo apurou a Agência iNFRA.

As companhias enxergam os ativos de distribuição da CEB como estratégicos, já que possuem serviços próximo ao Distrito Federal. A Enel já atua em distribuição em Goiás, enquanto a Energisa possui ampla atuação no Centro-Oeste, com operações em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além de regiões próximas em Tocantins e em Minas Gerais.

Por sua vez, a Equatorial, com atuação em estados como Pará, Maranhão, Piauí e Alagoas, informou na última segunda-feira (28) que estuda potenciais aquisições para ampliar seu serviço de distribuições. Entre os empreendimentos, está a CEB. 

“A companhia informa que engajou assessores para atuar no âmbito das avaliações dessas potenciais operações, incluindo o Banco Santander, que foi contratado para atuar como assessor financeiro da companhia nas análises envolvendo a participação nos leilões de aquisição da CEEE e da CEB”, disse a empresa, em fato relevante divulgado ao mercado.

Privatização
A movimentação dos agentes ocorre logo depois de a CEB ter informado, no sábado (26), que seu conselho de administração aprovou alienação de 100% de suas ações por meio de leilão, com preço mínimo de R$ 1,42 bilhão. 

As avaliações econômico-financeiras da empresa foram elaboradas por consultorias contratadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O leilão de privatização será feito em sessão pública da B3, e ainda não tem data definida. A CEB marcou audiência pública para discutir o certame em 14 de outubro.

Outros certames
Duas das interessadas no leilão, a Energisa e a Equatorial, foram bem sucedidas em leilões recentes. Em 2018, o grupo Energisa arrematou a Eletroacre (Companhia de Eletricidade do Acre) e a Ceron (Centrais Elétricas de Rondônia).

Já a Equatorial levou as distribuidoras Cepisa (Companhia de Energia do Piauí) e Ceal (Companhia Energética de Alagoas). Esses empreendimentos faziam parte do grupo de seis distribuidoras que estavam sob designação da Eletrobras e foram vendidas.

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