Abertura do mercado livre de energia poderá gerar economia de R$ 12 bi ao ano, diz estudo

Abertura do mercado livre de energia poderá gerar economia de R$ 12 bi ao ano, diz estudo

2 de abril de 2018

 

Leila Coimbra, da Agência iNFRA

A ampliação do mercado livre de energia, um dos pilares do novo modelo do setor e principal item da agenda institucional dos comercializadores de energia, poderá proporcionar uma economia de até R$ 12 bilhões ao ano nas contas de luz. O dado é de um estudo encomendado pela Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia), feito pela consultoria PSR.

O valor parte do princípio da abertura do mercado para todos os consumidores, inclusive os residenciais, a partir de 2024, e leva em consideração uma redução média de 20% nas tarifas, de acordo com o histórico de comparação de preços entre o mercado livre e o ambiente regulado.

“Reformas necessárias”
Para isso, é preciso que a reestruturação do atual modelo do setor elétrico seja aprovada no Congresso, diz Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel. “O mercado de energia está mobilizado para a importante decisão sobre a reforma do setor e a sucessão no MME [Ministério de Minas e Energia] e na ANEEL [Agência Nacional de Energia Elétrica]”, diz Medeiros.

“Quanto mais cedo as reformas forem implantadas, mais rapidamente os custos serão reduzidos, os consumidores terão preços menores, novos investimentos fluirão para trazer novos serviços e melhorar a qualidade do atendimento”.

Além da abertura do mercado livre, a Abraceel defende modernização do atual modelo, que está defasado. “Há um novo contexto tecnológico no setor elétrico mundial com liberdade de escolha dos consumidores, geração distribuída, armazenamento de energia e fontes renováveis. Todos os países já adaptaram seus marcos regulatórios e o Brasil está extremamente atrasado, o que aumenta o preço da energia para os consumidores finais”, diz o executivo.

“Apreensão com sucessão no MME”
Os comercializadores de energia veem com grande apreensão a sucessão no Ministério de Minas e Energia, segundo Medeiros. “Defendemos a continuidade da equipe como forma mais eficaz de implantar as reformas necessárias ao falido modelo comercial da indústria elétrica brasileira”, afirma o executivo.

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