Consumo de energia deve crescer 3,8% anualmente no governo de Bolsonaro


Leila Coimbra, da Agência iNFRA

Projeção sobre a demanda por eletricidade para os próximos quatro anos prevê um aumento do consumo no SIN (Sistema Interligado Nacional) de 3,8% ao ano, entre 2019 e 2023. Para 2018, no entanto, a expectativa é de um crescimento pífio de 1,1% na demanda.

O estudo foi feito em conjunto por ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), EPE (Empresa de Pesquisa Energética) e CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), e se chama “Previsão de Carga para o Planejamento Anual da Operação Energética 2019-2023”. Leia aqui o documento completo.

PIB de 2,7% ao ano
O documento levou em consideração um crescimento médio da economia brasileira de 2,7% ao ano (do PIB, Produto Interno Bruto) entre 2019 e 2023. A agropecuária, a indústria e os serviços avançarão, respectivamente, 2,9%, 3,0% e 2,5% ao ano.

“Ainda em 2019, espera-se que haja retomada do nível de confiança dos empresários e, consequentemente, aumento dos investimentos. Entretanto, um nível maior de investimentos só deve ser alcançado nos anos posteriores, quando um ambiente de maior estabilidade e previsibilidade serão determinantes para o crescimento dos investimentos em infraestrutura”, diz o texto.

Indústria abaixo de residências e comércio
A expectativa é a de que a demanda industrial por energia no Sistema Interligado Nacional cresça menos que o consumo das classes comercial e industrial, graças à possibilidade cada vez mais fácil de adesão ao mercado livre de energia por parte dos grandes consumidores.

Enquanto espera-se uma alta de 4% ao ano na carga do comércio, e de 3,9% a.a. para residências, a indústria deverá registrar um incremento anual de 3,2% nos próximos quatro anos.

Curva menor
As projeções mais recentes mostram uma curva do consumo menor que a prevista anteriormente. Segundo o estudo, a previsão da carga de energia do SIN é de 76.912 MW médios em 2022, 511 MW médios inferior à previsão anterior.

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